CEI - Espaço Infantil

A obesidade pode atrapalhar a gravidez?

Quando uma mulher engravida, inicia-se uma série de transformações em seu organismo, para que se torne um ambiente seguro para a geração de uma nova vida. Serão nove meses de mudanças anatômicas, fisiológicas e psicológicas. Por isso, as futuras mamães devem ter cuidado redobrado, principalmente com a alimentação, afinal, a obesidade na gravidez é um problema comum e perigoso. “Sabemos que a fome não é apenas uma necessidade fisiológica. Ela pode estar associada, neste período, a alterações psicológicas e emocionais, como ansiedade e fragilidade, que podem levar à compulsão alimentar”, destaca o ginecologista responsável pela reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira.
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O médico ainda explica que, a partir do terceiro mês de gravidez, a mulher deve ingerir apenas 300 calorias a mais do que o normal, totalizando assim, 2.800 calorias por dia. “Ganhar peso excessivo no período gestacional ou, até mesmo, iniciar a gestação com sobrepeso, são fatores de risco que podem gerar complicações como diabetes e doenças hipertensivas específicas da gestação, como a pré-eclâmpsia hipertensão e pré-eclâmpsia”, alerta.
Mas, e quanto ao ditado popular: “mulher grávida deve comer por dois?” Para o Dr. Renato, é importante ter em mente que isso é um mito. “O fato de estar carregando uma vida dentro de si não quer dizer que a grávida possa abusar da sua dieta diária. Aliás, o peso é algo com que a gestante e o seu médico precisam sempre estar atentos. A recomendação é que as gestantes ganhem, ao longo de toda gestação, e dependendo da massa corporal inicial e da altura, uma média de 12 kg. Pode-se considerar como ideal, um ganho médio de 300 a 400 gramas por semana”, esclarece. Além dos problemas com a própria saúde, a obesidade na gravidez pode gerar bebês mais pesados, com macrossomia fetal, ou seja, a condição em que o recém-nascido apresenta mais de 4 quilos, e com possibilidades de desenvolver hipoglicemia ao nascer.

E quando os desejos surgirem? Dr. Renato explica que as sensações de desejo na gravidez são comuns, pois é um sinal do organismo da mãe dizendo que necessita mais de um ou outro nutriente. “A gestante pode comer de tudo, desde que não cometa exageros. A questão sobre a restrição a alimentos crus, principalmente os peixes amplamente utilizados na culinária japonesa, provém do desconhecimento da origem dos alimentos e do risco de contaminação. Isto poderia ser prejudicial para a formação do bebê”, alerta.
Portanto, para as mamães de primeira, ou de muitas viagens, e que ainda possuem algumas dúvidas, o ginecologista dá agora algumas dicas para uma gestação saudável e segura. Confira abaixo:
» Beba água constantemente. Cerca de 1,5 a 2 litros por dia;
» Consuma muitas frutas, legumes e verduras, sempre bem lavados e de boa procedência;
» Fracione as refeições em cerca de seis a oito vezes ao dia, com pequenas quantidades, e mastigue devagar;
» Consuma alimentos com baixo teor de gordura e evite ingerir líquidos durante as refeições, para facilitar a digestão e evitar azia;
» A carne é muito importante nesse período, por ser rica em ferro e proteínas. O ferro, por sua vez, pode ser mais bem absorvido se consumido com frutas ricas em vitamina C, como kiwi, laranja, limão, acerola, tangerina e abacaxi.

90% dos cosméticos para bebês têm substâncias nocivas às crianças

Os pesquisadores usaram critérios estabelecidos por órgãos governamentais europeus para determinar se os produtos continham substâncias de “risco elevado”, “risco moderado” ou “risco baixo ou não identificado”


A ONG Women in Europe for a Common Future avaliou produtos de higiene destinados a crianças com menos de três anos em busca de substâncias perigosas e chegou a conclusões preocupantes. Em 341 cosméticos para bebês vendidos na França, como shampoos, lenços umedecidos e sabonetes, 90% apresentaram substâncias que podem prejudicar a saúde do bebê.
Os pesquisadores usaram critérios estabelecidos por órgãos governamentais europeus para determinar se os produtos continham substâncias de “risco elevado”, “risco moderado” ou “risco baixo ou não identificado”.
Substâncias de risco elevado: O alérgeno metilisotiazolinona foi encontrado em 19 produtos, incluindo lenços umedecidos. O fenoxietanol, uma substância conservante, que age de maneira tóxica sobre o sistema reprodutivo, foi encontrado em 54 produtos. Por fim, perfumes com potencial para gerar alergia foram encontrados em 226 itens.
Ao todo, 299 dos 341 cosméticos analisados (quase 90%) continham substâncias que representam risco elevado à saúde do bebê.
Substâncias de risco moderado: Nesse quesito entram os sulfatos (laureth e lauryl sulfato), substâncias limpantes presentes em shampoos que criam a espuma durante a lavagem, o EDTA (outro composto de shampoos e sabonetes líquidos) e óleos minerais refinados do petróleo. Eles foram encontrados em 181 produtos.
Para evitar produtos perigosos para o bebê, descarte, principalmente, os itens mais perfumados e procure pelas substâncias de risco mais elevado nos rótulos dos produtos.

Instituto baiano adota método pioneiro para tratar bebês com microcefalia

Enquanto esteve grávida da primeira filha, a professora Sílvia Pinheiro sentiu uma febre passageira num dia, durante o período do trabalho. De tão leve, ela não precisou ser medicada ou ficar de licença. Logo depois do parto, que ocorreu há pouco mais de quatro meses, foi informada que o seu bebê havia nascido com microcefalia.
“Em outubro do ano passado ainda não havia tanto alvoroço sobre a situação dos recém-nascidos e recebi a notícia sem a real noção da gravidade do quadro da minha filha”, conta. Orientada pela equipe que realizou o acompanhamento do parto, ela e o bebê colheram sangue e realizaram alguns exames na FioCruz, que comprovaram a presença do zika vírus. 

Hoje, Sílvia e a pequena Giovana fazem um acompanhamento específico de estimulação precoce para minimizar os impactos da infecção na saúde da criança que teve danos na formação do lóbulo frontal, fato que sinaliza para um comprometimento motor e na fala.
A pequena é uma das sete crianças que, a partir de março, dão início a um tratamento no Instituto Baiano de Reabilitação, IBR, que segue um protocolo especial montado para atender as crianças com microcefalia causadas pelo surto do arbovírus.
Protocolo especialDe acordo com o diretor do IBR, o fisioterapeuta Rogério Gomes, a proposta de atuar com um protocolo específico surgiu depois da constatação de que as crianças com microcefalia provenientes do zika vírus chegavam com comprometimentos mais graves e exigiam ações específicas para garantir que a estimulação precoce atingisse o resultado desejado.
 “Trabalhamos com uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo e médico, atuando com a criança e com a família, de modo a garantir que, após terminado o tratamento, as conquistas alcançadas sejam mantidas em casa”, esclarece Gomes. O diretor do IBR diz que a meta é trabalhar com 30 crianças a cada seis meses. Nesse período, elas formarão grupos de três crianças que terão a atenção desenvolvida em diversos níveis, de acordo com as necessidades de cada um.
O fisioterapeuta ressalta ainda que as famílias das crianças também receberão capacitação para lidar com o problema enfrentado pelos bebês e suporte psicológico.
Vale salientar que a estimulação precoce é uma orientação do próprio Ministério da Saúde que, no início do mês, divulgou o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. No documento, o procedimento  é incentivado e deve ser feito desde o nascimento até os 3  anos de idade, justamente no período em que o cérebro se desenvolve mais rapidamente.
De acordo com a obstetra e coordenadora técnico-científica do Hospital Santo Amaro, Socorro Gomes, o procedimento, feito desde muito cedo, possibilita otimizar as potencialidades de cada criança, permitindo que o crescimento físico, cognitivo, comportamental, social, afetivo e neurológico ocorra em níveis variados, minimizando o impacto da microcefalia. “A estimulação  precoce é fundamental na medida que reduz os comprometimentos da má- formação”, completa. 
Cuidados preventivosA médica destaca que, apesar dos esforços, quando o assunto é o surto de microcefalia associado ao zika, tudo é muito novo e, por enquanto, a melhor forma de prevenção reside em combater o vetor. “Ao longo dos meus 37 anos de exercício profissional, raramente acompanhava um caso de microcefalia, mas esse quadro mudou muito rapidamente nos últimos meses”, relata.
Para ela, justamente por isso, a prevenção tem que ser feita de forma séria e contínua. “Hoje, diante do risco, já orientamos as grávidas que usem repelentes de forma continuada porque qualquer possibilidade de intoxicação é menor diante da perspectiva de que a criança venha a desenvolver a microcefalia e sofra consequências, como a perda de visão, audição, tenha má-formação óssea ou déficit de cognição”, pontua. 

Ela destaca ainda as barreiras mecânicas como os cortinados e as telas nas janelas e portas. “As grávidas geralmente sentem sono à tarde, então, é importante que nesse momento, elas descansem sob a proteção de cortinados ou mosquiteiros”, ensina. 
Como o zika não é a única infecção que pode gerar microcefalia, a médica alerta para a necessidade de vacinação contra rubéola e contaminações por citomegalovírus e a toxicoplasmose. “Qualquer diâmetro de crânio abaixo de 27 centímetros (o normal é 33) é microcefalia e as mães que relatam sintomas do zika têm que coletar sangue do cordão umbilical, líquido aminiótico, leite materno, placenta para os testes necessários”, finaliza. 
IBR completa 60 anos com programação festivaAmanhã, o Instituto Baiano de Reabilitação(IBR) comemora os 60 anos de existência. Para marcar a data, a instituição definiu uma programação festiva que tem início às 11h, com uma homenagem aos colaboradores. Em seguida, o coral das mães de pacientes fará uma apresentação.
As atividades são voltadas para pacientes e colaboradores. Incorporado há 10 anos ao patrimônio da Fundação José Silveira (FJS), o IBR foi modernizado e reestruturado, proporcionando aos pacientes e familiares uma assistência de qualidade, com conforto e humanização.
A Fundação mantém, desde 2004, um convênio de cooperação técnica com a Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD),  que proporciona aos pacientes a oferta de um conceito de tratamento baseado na atuação de uma equipe multidisciplinar.
Todo ano uma equipe da AACD vem ao IBR para o intercâmbio de conhecimentos e faz a supervisão dos procedimentos e os profissionais do IBR aprimoram sua formação na sede da AACD.Ao longo desse período, foram implantadas 14 clínicas especializadas com a atuação de uma equipe multidisciplinar.
De forma pioneira, a Fundação implantou na unidade o Serviço de Pós-Reabilitação, com a oferta de hidroginástica, pilates, circuito da terceira idade, cinesioterapia, atividades de condicionamento físico, karatê adaptado, natação e tênis.
É uma iniciativa que visa preservar e reforçar os ganhos adquiridos na fase da reabilitação. Somam-se a isso, os trabalhos com a arteterapia e com o Grupo Encantando, coral integrado por pacientes, mães e cuidadoras.

Cuidado com o Zika vírus!

Você já deve ter ouvido falar do Zika Vírus,não é?? As televisões, os jornais e as redes sociais estão falando neste tal de Zika o tempo todo. E não é para menos, o Zika é vírus muito furioso que está provocando uma doença em bebezinhos  ainda na barriga da mãe.
Essa doença recebe o nome de microcefalia, que é mais do que um doença, é uma síndrome que prejudica o desenvolvimento pleno da criança e deixa sequelas para toda a vida. O cérebro do recém-nascido com microcefalia fica menor do que o esperado. E essa microcefalia está sendo adquirida por bebês, cuja mãe tenha sido picada pelo mosquito e desenvolvido a doença Zika.
O Zika é um vírus que é parente do vírus da dengue que é transmitido pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti.  Apesar de ser um mosquitinho ele tem o poder de transmitir todas essas doenças e ainda uma outra de nome muito complicado, a  febre Chikungunya.
Você sabe que o combate a esse mosquitinho danado passa por atitudes que cada um deve tomar na sua casa, para não deixar acumular água? Faça a sua parte, hein?
Os cuidados para evitar a picada do bichinho são os mesmos, só que agora as mulheres grávidas é que precisam tomar muito mais cuidado; porque o mosquito pode transmitir não só a  dengue como o ZIka Vírus, que prejudica o desenvolvimento dos bebês.
Curiosidade
Você sabe por que este vírus recebeu este nome tão diferente? É porque este vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 em um macaco que habitava uma floresta na África chamada Zika.

Moda gestante: os melhores vestidos de festa do tapete vermelho

Vai a um casamento ou a uma formatura e não faz ideia do que vestir? Calma! Confira os looks usados por celebridades gravidinhas e saiba como escolher o modelo que mais combina com o seu tipo de corpo.




CHRISSY TEIGEN

Ao lado do marido, o cantor John Legend, a modelo pisou no tapete vermelho do Oscar 2016 com um look sexy na medida. Chrissy Teigen escolheu um longo da grife Marchesa com transparência, inteirinho bordado na cor vinho. Mesmo com um decote generoso, o visual ganha equilíbrio graças às mangas longas. Já o shape sereia do vestido deixa a barriguinha da gravidez em evidência. Linda!




EMILY BLUNT

Grávida do segundo filho, a atriz escolheu o rosa quartz, cor do ano da Pantone, para comparecer ao Oscar 2016. Emily Blunt vestiu um longo Prada cheio de leveza, com alças que sustentam os seios. O recorte abaixo do busto, por sinal, ajuda a destacar a silhueta da gestação. Ela também caprichou nos acessórios: usou clutch e joias que combinaram com os bordados prateados do vestido. Look romântico e confortável para usar em qualquer fase da gravidez.


CHRISSY TEIGEN

Mulher do cantor John Legend, Chrissy Teigen compareceu ao Grammy 2016 com um longo branco da grifeYousef Al-Jasmi. Inspirado em um modelo já usado por Kim Kardashian, o vestido deixou o barrigão à mostra, sem marcar demais. Assim como no look da socialite, o decote fechado aumenta o volume dos seios e deve ser evitado caso você não queira dar destaque para essa região do corpo. Já a fenda na parte de trás do modelito garante mobilidade para as gestantes, que têm seu eixo alterado durante a gravidez - o salto alto, por sinal, não é recomendado pelos especialistas. Para completar, a capa com brilho deu um charme extra à produção e é uma alternativa para as gravidinhas que preferem não exibir tanta pele, especialmente na reta final, quando costumam ficar mais inchadas.


Fonte: http://mdemulher.abril.com.br