CEI - Espaço Infantil

Chupetas e Mamadeiras customizadas representam perigo para os bebês


Você já deve ter visto por aí, chupetas com cristais, mamadeiras com algum tipo de alteração como pinturas e bisquis, adesivos dentre outros. Algumas chupetas e mamadeiras ficam lindas, não é verdade? Mas e a segurança disso? Quem verificou?
O Inmetro acaba de publicar em seu site uma nota para alertar aos pais sobre esse tema.
Segundo o Inmetro, chupetas e mamadeiras são produtos regulamentos e possuem uma legislação especial que trata da segurança desses itens. Quando um fabricante coloca o produto à venda no Brasil, é porque esse produto passou por testes e atendeu à legislação vigente. Se alguém modifica ou acrescenta algo à chupeta ou à mamadeira ela está criando um novo produto e sendo assim, não há mais garantia de que aquele produto é seguro já que não passou pelos testes do Inmetro.
Possíveis consequências dos produtos customizados
  • o item adicionado pode ser tóxico para o bebê (tintas utilizadas, cristais, botões, fitas, etc.);
  • o item adicionado pode se soltar e ser engolido pelo bebê, podendo causar sufocamento e engasgo que poderá, eventualmente, levar à óbito.
O que fazer então?
Como responsável pelo bebê  você não deve utilizar esses produtos. Se ganhar de presente, você pode aceitar e posteriormente jogá-lo fora ou educadamente solicitar que seja trocado por outro item, de preferência seguro.
E os fabricantes desses itens customizados?
Eles devem parar com a venda dos itens imediatamente, pois, segundo o Inmetro, essa comercialização representa uma irregularidade, punível na forma da Lei nº 9.933/1999. Caso desejem legalizar o produto, devem procurar o Inmetro.
Perguntamos ao Inmetro o que pretende fazer no curto prazo para coibir a comercialização desses itens customizados, visto que esses produtos estão à venda há alguns anos e são facilmente encontrados.
A resposta foi que atualmente o órgão  estuda medidas para o controle do problema, incluindo, eventualmente, a determinação da proibição da customização de produtos de uso infantil, especialmente aqueles que são levados à boca. A autarquia também está desenvolvendo uma campanha para alertar aos pais quanto aos riscos que as crianças estão correndo ao usar estes produtos. O órgão também vai promulgar uma portaria coibindo essa prática, ou seja, não vai aceitar que esses produtos infantis sejam comercializados.
Somente após a promulgação da portaria será possível punir o estabelecimentos que comercializam chupetas e mamadeiras customizadas sem ser na embalagem original. Antes de promulgar o texto, contudo, quem as comercializa já é passível de punição.
Vale destacar que comercializar produtos que são regulamentados sem a certificação ou registro — esteja ele customizado ou não — é uma irregularidade com punições previstas em lei.
A punição vai desde  uma advertência em um primeiro momento, podendo depois chegar à interdição do produto ou à sua destruição, ou ainda o pagamento de uma multa que pode variar de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.
Fique atento e ajude o Inmetro a coibir essa prática ilegal e perigosa para seu bebê
Nenhum produto customizado está certificado. A população pode  denunciar por meio da ouvidoria. Mesmo que o produto esteja em uma embalagem aparentemente original.
O Inmetro quer saber quem vende ou onde está sendo vendido para que possa tomar as medidas cabíveis.
Ouvidoria do Inmetro
Telefone (segunda à sexta-feira, das 8 h às 18 h 40 min)
0800 285 1818
Carta ou pessoalmente (segunda à sexta-feira, das 8 h às 17 h)
Rua Santa Alexandrina, nº 416 / Térreo, Rio Comprido
CEP:20.261-232
Rio de Janeiro - RJ
Com a colaboração de Suzana Ribeiro.

É verdade que fórmula de leite dá mais cólica nos bebês?



Fábio Picchi

Pediatra especializado em terapia intensiva e integrante do Conselho Médico do BabyCenter
Sim, é verdade que a fórmula tende a deixar o bebê com mais cólica, embora ela seja um fenômeno normal e transitório até nas crianças amamentadas exclusivamente com leite materno

O que acontece é que, na prática, observa-se que os bebês alimentados com fórmula acabam tendo mais cólicas e fezes mais consistentes que os bebês que só tomam leite materno. 

Isso ocorre porque, por mais que as fórmulas de hoje em dia sejam cada vez mais parecidas com o leite materno em termos da composição dos carboidratos e gorduras, elas ainda estão longe de obter uma digestibilidade igual à do leite materno. 

Isso não quer dizer, contudo, que todo bebê amamentado com fórmula terá cólicas. A cólica é um fenômeno bastante individual: existem bebês amamentados ao seio com cólicas intensas e bebês com fórmula que passam muito bem.


http://brasil.babycenter.com/x6700010/%C3%A9-verdade-que-f%C3%B3rmula-de-leite-d%C3%A1-mais-c%C3%B3lica-nos-beb%C3%AAs#ixzz3PqAp6IXb

Batizado: a escolha dos padrinhos, a cerimônia e a comemoração


Entre a decisão de batizar o pequeno e o dia da cerimônia, surgem muitas dúvidas, que vão da escolha do padrinho ao tipo de evento. Confira as dicas de etiqueta dos especialistas!

1. Como escolher os padrinhos?
"Foi-se o tempo em que a escolha dos padrinhos respeitava unicamente as etiquetas sociais. Acho que existem vínculos familiares que serão para sempre. Você não precisa reforçar isso por obrigação. Mas, se quiser convidar um tio que ama muito, tudo bem", defende Fábio Arruda, consultor de etiqueta e autor de Faça a Festa e Saiba o Porquê (ed. Senac), de São Paulo. A função original do padrinho é tutelar a criança caso — por razões diversas — ela perca os pais. Por isso, diferentemente do que se pensa, é interessante escolher alguém jovem o suficiente para isso e que não só dê conta do recado como goste de fazê-lo por você, caso seja necessário.

2. E se o padrinho negar o convite?
Agradeça pela honestidade e sinceridade. As pessoas ficam, sim, muito constrangidas em negar um convite desse. Mas nem todo mundo compartilha o conceito ou se sente capacitado para apadrinhar um bebê. Compete aos pais que convidam deixá-la à vontade para negar. E, antes disso, é preciso usar o bom senso para escolher a pessoa.

3. Quando o padrinho é de outra crença?
As condições religiosas em que uma criança será batizada é uma escolha dos pais. Ao convidar uma pessoa para apadrinhar o seu filho, é essencial considerar que ela deva ter no mínimo certa flexibilidade. "A divergência religiosa não é impeditiva", defende Fábio. "Algumas igrejas exigem que os padrinhos participem de um curso para padrinhos para a conscientização do que significa e da importância dos padrinhos no batismo", lembra Sofia Rossi, uma consultora de boas maneiras de Brasília. Se for o caso da sua, é essencial dizer isso à pessoa que você quer convidar. É conveniente também avisar o padre que irá conduzir a cerimônia sobre essa diferença de crenças.

4. Quem devo convidar para a cerimônia?
O critério para convidar para o batizado é o mesmo do chá de bebê: uma festa familiar. Não faz sentido convidar seu chefe, a não ser que ele seja mesmo muito amigo.

5. Como convidar as pessoas?
"Sugiro que façam um convite formal com o nome dos pais e da criança, com data e local do batizado, seguido do local da comemoração, se houver", aconselha Sofia Rossi. Quanto menor for o evento, mais flexibilidade você terá para fazer esse convite, que, dependendo, pode ser feito por e-mail ou telefone mesmo.

6. O batizado obrigatoriamente deve ter um evento ou uma festa em seguida?
Não. Você pode fazer uma festa ou qualquer outro tipo de evento — o importante é que você fique à vontade para receber os familiares da forma como desejar!

7. Existe uma regra para o tipo de evento pós-batizado?
O mais indicado é fazer um almoço ou brunch, já que as igrejas costumam realizar os batizados pela manhã. No brunch, um termo americano para um café da manhã tardio, é possível oferecer pães, bolos, frios e também tortas salgadas, quiches e alguns docinhos variados.

8. Caso a família opte por não realizar nenhum evento, é preciso oferecer lembranças na igreja?
Sofia Rossi defende que cada família deve fazer o que está em suas condições e que não há regras para isso. "Caso optem por não oferecer um almoço após o batizado, os pais do bebê devem agradecer a presença de todos e se despedir dos convidados ali mesmo".

9. Existem restrições sobre o que servir num evento pós-batizado? É aceitável servir bebidas alcoólicas?
Não há restrições, inclusive para as bebidas alcoólicas. Você pode servir o que achar mais adequado para o horário e de acordo com as suas possibilidades.

10. É uma obrigação oferecer lembrancinhas de batizado?
Não. Oferecer lembrancinhas após o evento não é uma regra. É apenas uma tendência. Atualmente, o que não falta são opções para todos os gostos e bolsos.

11. E para os padrinhos?
A consultora Sofia Rossi explica que, de acordo com a tradição, o correto é oferecer aos padrinhos algum presente, como uma joia de ouro. Valem um par de brincos ou uma pulseira. Mas, claro, isso vai depender da condição de cada um.

12. É ruim batizar crianças muito maiores?
Não. Mesmo as crianças maiores podem ser batizadas. Alguns pais, inclusive, optam por fazer essa escolha tardiamente, quando os filhos já estão com 5 ou 6 anos, para que os pequenos desenvolvam laços afetivos. Assim, o amigo que o filho adora pode ser facilmente convidado para ser o padrinho.

13. Posso batizar todos meus filhos juntos?
O batizado coletivo é comum e não há nenhum problema em realizar esse tipo de cerimônia.

Fonte:http://bebe.abril.com.br/materia/batizado-a-escolha-dos-padrinhos-a-cerimonia-e-a-comemoracao?origem=homebebe

Teste de Gravidez OnLine





Teste de gravidez online traduzido para o português.
Você informa sobre seu ciclo e outros detalhes e ele devolve uma porcentagem da probabilidade de você estar ou não.

Antes de ler:
O teste é um indicativo, mas não é possível saber com certeza se você está ou não grávida, ele deduz conforme suas informações.
Não respondemos perguntas do tipo “será que eu estou grávida” (nem eu sei se eu mesma estou grávida … risos)
Boa sorte!

É claro que confiável mesmo é o exame de sangue BHCG. Até mesmo um teste de urina pode falhar. Porém diante da dúvida, verifique a possibilidade de você estar grávida respondendo à algumas perguntas.

O teste está em inglês, abaixo está passo a passo os itens TRADUZIDOS!. Para abrir a página do teste, clique aqui.

Na primeira parte, você informa idade, duração e data do ciclo, e datas de relação sexual:



Depois informe se teve outras relações no mesmo ciclo e que sintomas que você está sentindo:



Então, informe sobre os métodos anticoncepcionais que você utiliza (ou não)



Se você informar todos os dados corretamente, não basta fazer mais nada, o gráfico irá calcular sua possibilidade de gravidez. Quanto mais perto do 100%, mais chances de estar grávida.



NÃO RESPONDEMOS PERGUNTAS SOBRE SINTOMAS, POSSIBILIDADES DE GRAVIDEZ, ETC POIS NÃO É POSSÍVEL AFIRMAR NADA! AGRADECEMOS A COMPREENSÃO.



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Como fazer a higiene íntima do bebê




Os bebês são tão frágeis quanto parecem! A pele é mais sensível e pede diversos cuidados, inclusive na hora do banho. "Toda a pele do bebê é mais fina e, portanto, mais sensível que a dos adultos. O mesmo vale para a região genital", considera o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da MBA Pediatria.

Por isso mesmo, a higiene íntima do bebê deve ser diferenciada. É preciso achar a medida: limpar de forma delicada, mas sem ter medo de eliminar toda a sujeira. "A falta de limpeza, ou fazê-la sem os devidos cuidados de higiene pode permitir que a urina e as fezes ajam sobre a região, provocando processos inflamatórios locais que, além de serem muito doloridos, podem evoluir para infecções", comenta o especialista.

Difícil conseguir esse equilíbrio? Separamos algumas dicas para você fazer a higiene íntima do seu bebê sem riscos e garantir a saúde do pequeno desde cedo!
Cuidados gerais do banho

Dar banho pode ser muito assustador quando o bebê é pequeno. O mais importante nessa hora é acertar nos itens utilizados. "A temperatura da água deve estar entre 36,5 e 37,5 °C e prefira usar os produtos que o pediatra indicar, normalmente os sabonetes neutros e xampus os mais hipoalergênicos possíveis", ensina o pediatra Marcelo Reibscheid, médico do Hospital e Maternidade São Luiz. Uma dica boa é evitar sabonetes perfumados, já que esses produtos tem maior potencial para causar alergias.
Menina: cuidados no banho

Os pais não podem ter medo de fazer a higiene da garota: tão importante quanto higienizar a parte externa da vulva é limpar também dentro dos grandes lábios. "Como o órgão da menina é interno, é mais fácil ter fezes escondidas", comenta Reibscheid. "Se os detritos se acumularem, pode ocorrer um processo inflamatório que resulta na fusão dos grandes lábios devido a uma fibrose", conclui o especialista. O processo é reversível, mas pode muito bem ser evitado. É comum que as meninas tenham a chamada pseudomenstruação, ou seja, soltem um pouco de sangue, não se assuste. Elas também podem ter um corrimento amarelo clarinho.

Para fazer essa higiene da forma correta, utilize água e sabonete neutro, e passe um algodão umedecido em toda a região. Não introduza uma haste flexível na vagina da menina, isso pode até romper seu hímen. Se preferir usar esse instrumento, limite-o apenas a região da vulva e dos grandes lábios. Não é indicado usar sabonete íntimo, que normalmente só é recomendado a partir dos 8 a 10 anos, sob orientação do pediatra.
Menino: cuidados com o pênis no banho

Ao contrário dos adultos, os bebês tem uma pele que reveste a ponta do pênis. "A grande maioria dos meninos nasce com a glande coberta pelo prepúcio", explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da MBA Pediatria. Ela não pode ser movida na hora de lavar, o que na verdade torna essa higienização até mais simples. "A tendência normal é que quase todos apresentem uma exposição da glande no máximo até os 12 anos, mas normalmente enquanto ainda são pequenos", finaliza o especialista. O pediatra normalmente acompanha a evolução dessa pele, para ver quando ela se soltará.

Quando a glande finalmente se tornar exposta, é preciso ter um cuidado maior na sua higienização. "Tenta-se uma pequena abertura do prepúcio, sem forçar e, se houver secreção no local, retirá-la passando levemente um pano ou algodão embebido em água ou óleo neutro", descreve Sylvio Renan.

Picolé de leite materno é tendência para refrescar bebês nesse verão

Luiza, de cinco meses, é a 'garota propaganda' do tetolé. No instagram @sospediatra a fotinha dela já teve mais de 900 curtidas
As altas temperaturas do verão são um desafio para todos, e com bebês não é diferente. Os recém nascidos também sofrem e precisam de atenção especial na estação. Uma dica que vira tendência nessa época é o tetolé, um picolé feito de leite materno.

“Ele normalmente vira moda no verão, mas pode ser feito durante o ano inteiro”, comenta a pediatra Vânia Gato, do SOSpediatra. Além de refrescar, ele também é indicado para aliviar a dor do crescimento dos dentes, uma vez que a baixa temperatura 'anestesia' a gengiva do bebê.

E não precisa ter medo, o tetolé não causa resfriados. “O que faz isso é vírus e bactérias, não sorvete ou picolés”, explica. Mas para tanto, alguns cuidados são fundamentais. “A coleta do leite deve ser feita como se fosse para estocar. Tudo tem que estar muito bem lavado, é aconselhável que a mãe esteja de máscara, em um ambiente calmo e tranquilo. O pote tem de estar esterilizado e deve ser, preferencialmente, de vidro”, recomenda.

O tetolé pode ser feito em forminhas de gelo, de picolé ou até na tampa da mamadeira ou chupeta. Independentemente de qual forma for usada, ela deve sempre ir ao freezer fechada, seja com tampa ou com papel filme. “É indicado também anotar a data em que ele foi coletado na forminha. O prazo de validade é de 15 dias”, alerta.
Depois disso, é hora da diversão. “Nesse calor minha filha se mostra bem feliz quando ofereço. Por ser o leitinho da mamãe e refrescante, ela adora”, conta a assistente de importação, Ellen Reis, mãe da Luiza, de cinco meses. “A primeira vez que experimentou, ela fez um pouco de careta. Ela nunca tinha sentido essa sensação de algo mais geladinho. Hoje quando mostro o tetolé, parece que ela já até conhece”, diz.

Vale lembrar que o tetolé não pode ser reaproveitado e não substitui a mamada. “O leite materno é extremamente perecível, então ele deve ser descartado após o uso. O tetolé é só uma diversão. O aleitamento deve continuar o mesmo”, pontua.
Cuidados
Seu bebê ainda não consegue falar, então lembre-se sempre que se o calor está te incomodando, ele sente isso também. Uma das dicas que pediatras dão para aliviar o desconforto é deixá-los com pouca roupa, peças frescas ou só de fralda.

Também é aconselhável que o ambiente seja fresco e ventilado. “As pessoas têm medo de deixar bebês em lugares com ar condicionado, mas ele pode ser usado sim, se em temperatura agradável, e tendo sempre o cuidado de hidratá-lo e pingar soro no nariz. O maior problema do ar condicionado é que ele resseca o ambiente. Óbvio que ele também tem que estar limpo”, afirma a pediatra da Sociedade Mineira de Pediatria, Lígia Kleim.

Banhos são sempre bem-vindos. A água pode estar um pouquinho mais fria que o habitual. Fora de casa, um borrifador de água ou pano molhado nas mãos, pés e nuca são uma boa dica para refrescar. Para bebês acima dos seis meses, outra opção de refresco é a água aromatizada com frutas.

A manutenção da hidratação deve ser atenção constante dos pais. “Deve-se ficar de olho no xixi. Se ele estiver muito concentrado é sinal de desidratação e uma médico deve ser consultado”, alerta Vânia Gato.

A ciência explica: por que Frozen é tão irresistível para as crianças?





Se  você é pai, mãe ou tem uma irmãzinha (ou até irmãozinho) mais nova provavelmente já precisou assistir a animação "Frozen" umas quinhentas vezes com a criança, não é verdade? Elas não se cansam dessa produção da Disney lançada em 2013, que conta a história de Elsa, sua irmã Anna e seus amigos.

Os personagens, as canções (Let it goooo...) e as falas se tornaram parte da cultura infantil rapidamente e hoje em dia não há uma criança que não seja alucinada pelo desenho, principalmente no público feminino.

Pensando nessa questão, as psicólogas da universidade da Califórnia, Maryam Kia-Keating e Yalda T. Uhls, que também são irmãs (assim como Elsa e Anna) — além de mães de meninas —, resolveram ir mais a fundo nessa paixão das crianças por essa história.

O parecer das profissionais foi publicado na revista Time e vamos falar um pouco sobre ele agora. Segundo as especialistas, é comum as meninas se atraírem pelas princesas, assim como também adoram a Branca de Neve, Cinderela, Bela etc. Porém, com Frozen essa reação foi ainda maior.

Algumas razões



Mas o que é que faz de Frozen muito mais atraente do que as produções anteriores sobre princesas e por que ele encanta tanto as crianças? Em primeiro lugar, Maryam e Yalda dizem que o mundo emocional de uma criança em idade pré-escolar é similar à luta da heroína de Frozen, Elsa. Suas emoções são fortes, apaixonadas e parecem incontroláveis.

As crianças em idade pré-escolar também são movidas por impulsos. Por exemplo, segundo as psicólogas, quando Elsa lamenta que está com medo por que “não há nenhuma fuga da tempestade dentro de mim”, isso ressoa nas crianças mais novas.

Em segundo lugar, as especialistas dizem que a imaginação dos pré-escolares pode tornar o mundo um lugar maravilhoso, com a possibilidade de emoção e aventura. As crianças respondem às histórias que empregam realismo mágico, e por isso Elsa tem um apelo especial.

Talvez porque as crianças se sintam tão admiradas com a sua magia e poder, elas fiquem menos propensas a se envolver na experiência de Elsa de isolamento e desespero quando ela está trancada em seu quarto como uma menina e se esconde em um castelo remoto como uma mulher.

Olaf, o boneco de neve

No entanto, com o fascínio da magia e no sentido de que tudo é possível, vem um alto potencial de terror. Porém, esse terror não aparece como nas outras produções — seja em forma de bruxas malvadas ou madrastas maquiavélicas. Por exemplo, a filha da psicóloga Maryam gostou do fato de não existir uma bruxa em Frozen.

Embora as meninas amem outros filmes de princesa da Disney, os personagens de bruxa são muito reais para elas, e isso pode ser muito assustador para as crianças, que podem acabar levando esse medo para a hora de dormir, por exemplo.

O bom de "Frozen" é que as partes assustadoras são mínimas e temporárias. Além disso, o vilão é um cara comum que até canta uma canção de amor cativante.

A terceira razão é que Elsa tem uma conexão verdadeira com a sua irmã Anna, tanto que se isolou justamente para não prejudicá-la mais com os seus poderes. Porém, Anna não desiste de Elsa e resolveu ir buscá-la na terra congelada, apesar das repetidas recusas da irmã às tentativas em desenvolver uma amizade durante a maior parte do filme.

Porém, o vínculo ressalta a dedicação à família acima de tudo. Nessa produção, a relação familiar ganha força. As crianças estão profundamente ligadas aos seus parentes e tendem a demonstrar uma forte conexão a um grupo, por isso os esforços de Anna para a união são tão atraentes para elas.

Corações derretidos

É claro que, além da relação de família, a história mostra um pouco de romance. No entanto, não é exatamente esse tipo de amor que atrai mais em "Frozen". Dessa forma, mesmo quando os espectadores estão torcendo para Anna formar um relacionamento com Kristoff, o amor entre as irmãs é muito mais atraente.

Segundo as psicólogas, as heroínas de Frozen são autênticas e reais, pois não são apenas focadas em encontrar um príncipe. Eles pregam o amor fraternal e o poder da menina. Por fim, cantar junto a música-tema da produção sela com chave de ouro toda a história fascinante para as crianças.



A psicóloga Maryam conta que, quando a sua filha foi questionada sobre qual era o sentido da canção de Frozen (Let it Go – interpretada por Idina Menzel, tendo também uma versão com Demi Lovato),  ela disse que a filha sorriu e disse: “É sobre Elsa ser feliz, livre e ninguém incomodá-la".

As especialistas terminam a discussão dizendo que talvez a compreensão da perspectiva de uma menina em idade pré-escolar pode nos ajudar a compreender algumas das coisas que atraem todos para este filme: nós todos temos lutas internas com nossos impulsos.

Além disso, nenhum de nós realmente quer um vilão muito assustador e maioria de nós somos muito fiéis às nossas famílias, apesar de suas excentricidades e dos desafios emocionais que enfrentamos às vezes. E todos nós queremos ser felizes e livres. É isso. Let it go.



FONTE(S) Time
IMAGENS KDrama Stars  Fox News  Superb Wallpapers
LEITOR COLABORADOR Ludmila Nóbrega

13 respostas sobre o sono na gravidez




“Os enjoos e a azia incomodam muito, mesmo na hora de dormir. Há solução para isso?”
As alterações hormonais têm forte influência nesse quadro e, infelizmente, não há o que fazer contra elas. Mas isso não significa que melhorar alguns hábitos do dia a dia não possa trazer algum alívio. Ficar longos períodos sem comer piora a sensação de náusea, por exemplo. Isso explica a necessidade de se alimentar de três em três horas, em pouca quantidade. Da mesma maneira, fazer uma refeição pesada e muito farta não é o ideal. Experimente alimentos leves, como frutas e verduras, mesmo que não sejam seu prato predileto. Se o desconforto continuar insuportável depois dessas mudanças, seu médico pode avaliar o uso de medicamentos antieméticos para tentar apaziguar o enjoo.

“Tenho muito calor à noite. Por que isso acontece? Vai melhorar?”
Assim como a sonolência, o calor está ligado a mudanças na regulação hormonal. “A maior concentração de progesterona no organismo faz com que a temperatura corporal fique em torno de 37°C durante a gestação, ou seja, 0,5°C acima do normal. O aumento gera essa sensação, que poderá acompanhar a mulher por toda a gravidez”, esclarece a ginecologista Alice Melgaço Faria, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nem todas sentem esse efeito, mas, se ele aparece, não há muito que fazer. Refresque-se com banhos, ventilador e ar-condicionado. Cuidado, porém, com cremes que apresentem cânfora, mentol ou eucaliptol em sua composição. A Anvisa, agência reguladora de vigilância sanitária, não recomenda seu uso durante a gestação, pois, em algumas concentrações, são capazes de atravessar a placenta e prejudicar a criança.

“Sinto cãibras e formigamento nas pernas que atrapalham meu sono. Isso é normal?”
Essas sensações são comuns e podem ser causadas tanto pelo ganho de peso quanto por alterações no fluxo sanguíneo. Durante a gestação, há um aumento e modificação na distribuição de líquidos do corpo. Isso pode levar à dificuldade de circulação e sensação de formigamento. Alongamentos e um bom banho antes de deitar podem ajudar a evitar esses incômodos. Para combater as cãibras, é preciso repor o potássio e o cálcio. Essas substâncias são encontradas, respectivamente, em frutas, como banana e melancia, e derivados de leite.

“Ando tendo muitos pesadelos, inclusive alguns em que meu bebê nasce com problemas. Como posso me livrar deles?”
A psicanalista Gina Levinzon, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, explica que a gravidez por si só já traz muitos sentimentos à tona. Alguns são medos presentes ou passados, ou até situações mal resolvidas, que, agora, podem dar origem a sonhos desagradáveis, cheios de receio e insegurança. “O sonho é um dos mecanismos de elaboração psíquica daquilo que estamos vivendo. A gravidez é uma fase em que não apenas medos, como o de que o bebê nasça sem saúde, mas também fantasias surjam e povoem o psiquismo da mulher”, avalia. Outro aspecto diz respeito às expectativas em relação ao desafio de estar na função de mãe. Essa transformação também pode ser fonte de angústias que aparecem, de forma mais ou menos intensa, nos sonhos. Portanto, converse bastante com seu parceiro, leia livros sobre o assunto, troque experiência com outras mães. Tudo que faça você se sentir mais segura em relação ao novo papel pode ajudar.

“Meu bebê mexe muito quando me deito! Como posso acalmá-lo?”
Alguns bebês realmente se mexem mais que outros. Porém, é mais provável que você esteja com insônia e, por isso, perceba melhor essa movimentação. Se o problema é a falta de sono, procure uma posição confortável e tente relaxar. Escutar uma música tranquila pode ajudá-la nessa tarefa. Outra dica é beber um copo de leite antes de dormir. Isso porque ele é rico em triptofano, substância que naturalmente induz o sono, além de estimular a produção de serotonina, um neurotransmissor que, entre outros, funciona como sedativo e colabora para o descanso.

“Praticar atividade física pode espantar o sono?”
Segundo Leonice Doimo, professora do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Viçosa (MG), a princípio não, mas esse efeito pode variar. A sugestão é testar se exercitar em horários diferentes e ver qual vai trazer mais bem-estar. De toda maneira, Leonice lembra que é preciso manter um ritmo leve. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas recomenda que a intensidade da atividade física da grávida não ultrapasse a frequência cardíaca de 140 batimentos por minuto (bpm). A caminhada leve é uma ótima opção, e se você não tiver como medir o ritmo cardíaco, a dica é perceber se consegue conversar naturalmente enquanto caminha. Se sim, sua velocidade está adequada. A hidroginástica também é indicada por ter baixo impacto sobre as articulações e melhorar o inchaço. “É comprovado que as mulheres que fazem exercícios durante os nove meses se recuperam melhor e mais rápido do parto. Além disso, a sensação de estar fazendo algo por você e pela criança confere tranquilidade, influindo positivamente na qualidade do sono”, completa.

“Acordo pelo menos três vezes por noite para ir ao banheiro. O que posso fazer?”
Com o aumento de volume de sangue no corpo, seus rins precisam trabalhar mais para filtrá-lo e, consequentemente, produzem mais urina. Além disso, o crescimento do bebê ao longo dos meses aumenta o útero, que pressiona a bexiga e diminui mecanicamente sua capacidade de armazenamento. Nesse caso, o que pode ser feito é evitar a ingestão de líquidos perto da hora de ir para a cama.

“Meu marido disse que tenho roncado. Isso é normal?”
Em primeiro lugar, saiba que isso não afeta em nada seu bebê. A professora e pesquisadora do Instituto Médico do Sono da Universidade de Pittsburgh (EUA), Michele Okun, explica que uma das mudanças físicas mais profundas da gravidez diz respeito à respiração durante o sono. “O ronco e os distúrbios respiratórios do sono são de duas a três vezes mais comuns em grávidas. A evidência atual sugere que até 14% das não gestantes roncam, e esse número vai de 28% a 59% quando avaliamos mulheres no terceiro trimestre gestacional.” Essas taxas diminuem drasticamente no pós-parto – logo, fique tranquila, pois há grandes chances de você parar de roncar quando estiver com o bebê nos braços. Embora ninguém saiba exatamente o que leva às grávidas a roncarem, várias alterações fisiológicas podem predispor esses disturbios respiratórios do sono. O ganho de peso, a diminuição da capacidade respiratória, devido ao deslocamento do diafragma pelo crescimento da barriga, e edemas na faringe são alguns exemplos. Esses sintomas podem estar relacionados a problemas mais graves, por isso leve sua queixa ao obstetra para que ele avalie a necessidade de tratamento específico.

”Sinto dificuldade de respirar quando me deito. Pode ser sinal de algum problema?”
Geralmente, o esforço para respirar é comum no terceiro trimestre da gravidez e está relacionado ao tamanho do bebê no útero, que comprime outros órgãos. Deitar-se do lado esquerdo e usar alguns travesseiros para deixar as costas mais elevadas ajuda a diminuir esse peso. Se essas medidas não funcionarem, pode ser um sinal de dispneia noturna, uma falta de ar que costuma aparecer em gestantes hipertensas ou com pré-eclâmpsia.

“Conforme a barriga cresce, fica muito difícil achar uma posição confortável na cama. Nesse período, qual é a mais indicada?”
“Dormir de bruços, ou de barriga para cima, causa desconforto à gestante. O melhor é deitar-se sobre o lado esquerdo, com um travesseiro entre as pernas”, responde Helena Hachul, ginecologista e pesquisadora do Instituto do Sono, em São Paulo. Essa posição também ajuda a prevenir dores lombares e favorece a circulação sanguínea e a irrigação do cordão umbilical, enviando mais oxigênio e nutrientes para o bebê.

“Nunca tive problemas para dormir, mas estou tendo insônia. Isso é normal na gravidez?”
Segundo Fernanda Campos, obstetra e professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), pacientes com relatos de insônia são muito comuns. Geralmente as queixas estão associadas a expectativas da chegada da criança na família, preocupações com a hora do parto e até à sonolência durante o dia no primeiro trimestre, que faz inverter o relógio biológico. Para tentar melhorar esse problema, busque fazer atividades relaxantes e dividir suas angústias com seus familiares, especialmente aqueles que já passaram por essa fase.

“Posso tomar algum tipo de remédio para o sono?”
Fazer uso de qualquer medicamentos durante o período gestacional é sempre visto com ressalvas, sobretudo no primeiro trimestre. Suas substâncias podem interferir no desenvolvimento normal do feto, causando malformações. Tanto para insônia como em qualquer outra condição na gravidez (até como uma simples dor de cabeça), deve-se pesar o risco e o benefício. E nada de tomar aquele remédio que já está acostumada. Somente o seu obstetra pode dizer quais medicamentos estão liberados durante os nove meses. Lembre-se de que alguns chás, além do alto teor de cafeína, também são proibidos nessa época – é o caso do preto, do verde, do branco e do mate. Mas existem outros sabores que estão liberados e podem ser até benéficos para a gestante por ter efeito relaxante, como o chá de erva-cidreira, erva-doce e camomila.


Fonte: Revista Crescer

Dicas para um sono tranquilo das crianças



A pediatra Márcia Hallinan, do Laboratório do Sono da Universidade Federal de São Paulo, preparou um lista de situações que você, provavelmente, já enfrentou. Para que os pequenos aprendam a dormir, ela explica que é necessário rotina, ajuste de horários e paciência, muita paciência. Veja 14 dicas infalíveis.

1 - O ritual começa no fim da tarde, por volta das 18h: é hora de desacelerar

2 - Ofereça o jantar por volta desse horário ou três horas antes de a criança ir para a cama. Se os pais não estiverem em casa, outra pessoa pode tomar conta da tarefa. No caso dos bebês, a última mamada deve ser perto das 23h

3 - Evite deixar que as crianças assistam a desenhos de terror ou drama à noite ou joguem games com o mesmo tema. O ideal é que computador e TV não façam parte da mobília do quarto delas

4 - Duas horas antes da hora da criança dormir, desligue a televisão ou o computador. Em vez disso, que tal brincar com ela?

5 - Melodias tranqüilas preparam a criança para dormir. Na hora do sono, porém, desligue o aparelho. Ela precisa de um ambiente calmo, sem barulho

6 - Antes de ir para o quarto, um banho morno ajuda a relaxar

7 - Se eles tiverem fome antes de dormir,ofereça comidas leves, como um leite com biscoito ou barras de cereal

8 - A leitura é um bom hábito para toda a família, antes de dormir. Acalma os pequenos e ainda aproxima pais e filhos

9 - Depois, deixe as crianças no quarto, seja na cama ou no berço, sozinhas. Se reclamarem, os pais podem ficar por ali até que peguem no sono, mas nada de colo. A presença transmite segurança e, como tempo, elas vão aprender a adormecer sem vocês por perto

10 - O ambiente deve ser silencioso, escuro e fresco

11 - Além de dar segurança à criança que tem medo de escuro, a luz de cor azul tem efeito calmante. Mas para as que não se importam, o melhor é apagar todas as luzes

12 - Outra coisa que deixa os pequenos mais tranquilos é o chamado objeto de transição, que pode ser um boneco de pano, bicho de pelúcia ou uma fralda

13 - Um beijo de boa-noite simboliza que o dia acabou

14 - Essa rotina deve ser seguida diariamente. O ideal é que as crianças sejam colocadas para dormir e acordem sempre no mesmo horário

O sol nasce para todos- O verão e os portadores de necessidades especiais



Entre as crianças especiais, a que tem deficiência física é uma das que mais pode preocupar e exigir a atenção dos pais quando se trata de exposição solar. "Se o filho tem paralisia nas pernas, por exemplo, e for deixado muito tempo numa mesma posição sob o sol, pode sofrer queimaduras graves. Sem sensibilidade na pele, ele não sentirá o calor nas pernas", adverte o diretor clínico da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), o cirurgião ortopedista Antônio Carlos Fernandes. 
A pediatra Luci Pfeiffer Miranda, coordenadora do Grupo de Atendimento à Criança Especial da Sociedade Brasileira de Pediatria, conta que já viu bebês tetraplégicos com queimaduras de 1º- e 2º- graus num lado só do corpo. "O bebê foi passear com seu irmão, que esqueceu dele no sol quando estava brincando. Em condições normais, a criança teria se mexido e saído da posição em que estava." 

Mais higiene 
O excesso de suor e o aumento da umidade no verão favorecem o surgimento de fungos, que provocam micoses. "Se a criança usa algum tipo de prótese, esse aparelho precisa ser higienizado mais vezes", alerta o ortopedista Antonio Carlos Fernandes. O mesmo se aplica às crianças que usam fraldas, porque sua deficiência impede o controle da bexiga e dos intestinos. "Elas devem ser trocadas com mais freqüência para evitar assaduras e escaras. E em cada troca a criança precisa ser lavada, porque o suor associado à urina ajuda a formar assaduras com mais facilidade", diz a pediatra Luci. 
A mãe de Nicole, 8 anos, Elizabeth de Souza Lucatelli, conhece muito bem essa realidade. Sua filha tem um tipo de atrofia progressiva dos membros. "Ela usa um colete e, no calor, fica mais sujeita a coceiras e assaduras. Os cuidados redobram", diz. Nem por isso Nicole deixa de aproveitar a praia. "Adoro. Só me preocupo em não me queimar muito, porque senão fico ardendo e o aparelho machuca", reclama. Elizabeth alivia os desconfortos da filha, aumentando a quantidade de banhos e trocando mais vezes a camiseta, sempre de cor clara, que Nicole usa por baixo do colete. 

Hidratação Qualquer pessoa tem necessidade de ingerir mais líquidos no verão porque transpira mais. Com a criança especial não é diferente, mesmo que sua deficiência a impeça de fazer qualquer atividade, obrigando-a a ficar, por exemplo, muito tempo deitada. "Os pais não podem esquecer de manter esse filho muito bem hidratado. Ele pode até transpirar menos que a criança que se agita, corre ou joga bola, mas a água é importante para o seu organismo eliminar toxinas, diminui o risco de infecções urinárias e estimula a eliminação das fezes", explica o ortopedista Fernandes. Outro cuidado é não deixá-la deitada por muito tempo. "Nessa posição, a atividade pulmonar diminui e o pulmão pode reter mais líquidos, aumentando o risco de infecções. Se possível, essa criança deve ficar recostada, sentada ou até no chão de bruços, deitando-se só na hora de dormir", aconselha Luci. 
Fotofobia 
Ninguém suporta nem deve olhar diretamente para o sol. O risco é uma queimadura na região da retina responsável pela visão central. Mas para o deficiente visual, só a luminosidade do verão já pode ser um problema. "Em certos casos, a criança tem fotofobia (aversão à luz) e precisa usar lentes com filtros ultravioleta de cores diversas", afirma o oftalmologista Alexandre Costa Lima, que trabalha na Fundação Dorina Nowill Para Cegos, em São Paulo. A cor da lente varia de acordo com a doença. O deficiente com atrofia do globo ocular, por exemplo, embora não enxergue, tem sensibilidade no olho e se incomoda com a luz. Nesse caso, deve usar lentes escurecidas, de cor cinza, marrom ou verde. 

BOA CONVIVÊNCIA Alguns pais de crianças portadoras de deficiência mental enfrentam um grande problema: o medo de ser segregado ao expor o filho em ambientes públicos, como a praia. "Essa dificuldade faz com que não aproveitem todas as formas possíveis de diversão com a criança, o que limita seu desenvolvimento", analisa a psicóloga Clélia Ferraz Ribeiro, coordenadora clínica da Sociedade Pestalozzi de São Paulo. 
O convívio social é importantíssimo para a criança especial, segundo a psicóloga. "Quanto menos experiência essa criança tiver, mais restritos serão seus conhecimentos e vivência. Assim, o potencial que poderia desenvolver é anulado", afirma Clélia. 
 Fonte Revista Crescer