A ameaça maior não está nas crianças dependerem da chupeta, mas os pais. O medo de que a criança chore, não durma ou faça birras, faz com que muitas mães ofereçam a chupeta como se fosse algo sublime e extremamente importante, passando à criança essa mensagem.
A Coordenadora do Colégio Itatiaia Cláudia Razuk alerta que quando, de uma hora para outra, os pais querem que a chupeta deixe de ser para a criança algo maravilhoso e passe a ser um objeto feio e sujo, “fica muito fácil de ‘dar um nó’ na cabecinha dos pequenos”.
E qual a melhor idade e maneira de tirar a chupeta? Para a Cláudia, assim que a criança começar a se comunicar e expressar, quando passar a entender o que falamos, é importante ir deixando claro (mesmo que ainda não vá tirar a chupeta) que esta não é boa para ela, que prejudica os dentes e pode trazer doenças. Aos poucos, os filhos irão internalizando e entendendo o recado.
Quanto aos pais, no momento em que decidirem tirar a chupeta é importante que sejam firmes e não voltem atrás. “Vale trocar por algum brinquedinho, dar para o papai Noel, Coelhinho da Páscoa... É muito comum os pais exagerarem nos argumentos e explicações, até esse exagero mostra para a criança o quanto os pais estão supervalorizando a situação, o que demonstra que estão preocupados e inseguros”, alerta Cláudia.
Outra estratégia é limitar o tempo e espaço da criança, para iniciar o desapego à chupeta. “No início, comece permitindo o uso da chupeta apenas no quarto e na hora de dormir e aos poucos vá diminuindo este hábito. Assim a criança automaticamente deixa a chupeta e fica mais independente”, orienta Regina Célia, também coordenadora do Colégio Itatiaia.
Portanto, papais e mamães, atenção: estejam seguros de que seu filho não precisa sempre da chupeta, ele é extremamente capaz de viver sem ela. Se os pais demonstrarem dificuldades na hora de tirá-la, os pequenos poderão perceber e tudo ficará mais difícil.
“Na hora de dormir, fique um pouco junto, dê carinho, conte histórias. É natural demorar mais para dormir sem a chupeta, e é esperado que a situação demore alguns dias para se normalizar, afinal de contas, a criança deverá se adaptar à mudança”, finaliza a Coordenadora. Por isso, é importante ter paciência e não desistir. E tudo dará certo!
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